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São Paulo,14/06/2024

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      Os Principais Códices Massoréticos


      Os Principais Códices Massoréticos

      Antes de sabermos quais são os principais Códices Massoréticos, vamos entender o que é um codex e como se originou.


      A palavra “códice” vem do latim “caudex”, que significa casca de árvore, é um veículo de escrita composto de folhas dobradas e costuradas ao longo de uma aresta. É considerado o predecessor do livro e se originou no século I. Diferencia-se de outros propagadores de escrita, como o rolo e a tábua de argila. O codex era a princípio um produto de baixíssima qualidade fabricado de papiros e pergaminhos, utilizados em escolas e no comércio. Os textos cristãos, contudo, desde os mais antigos foram escritos em códices. Depois da cristianização do Império Romano no século IV d.C, o códice ultrapassou o papiro como veículo de conteúdos literários. As vantagens que o códice trazia sobre o rolo: a pilha de folhas compactadas podia ser aberta na página pretendida, dispensava desenrolar e enrolar o texto, facilitava reunir diversas páginas de uma só vez e permitia escrever de ambos os lados da folha de forma mais prática. Desta maneira, era possível comportar textos mais extensos, como a Bíblia completa.


      Porém os judeus adotaram o livro em formato de códice, somente por volta do ano 700 d.C. Esse tipo de manuscrito era utilizado para fins eruditos e de uso pessoal e não para o serviço litúrgico na sinagoga. Grande parte dos manuscritos hebraicos medievais, hoje existentes, é formada de códices e não de rolos


      Agora que compreendemos um pouco mais sobre o assunto, vamos aos Principais Códices Massoréticos:



      • Codex de Leningrado (L)


      O Códice de Leningrado (Codex Leningradensis, L) é o mais completo e antigo manuscrito do texto massorético da Bíblia hebraica, foi composto em pergaminho e datado de 1008/1009 EC, segundo o Colophon (book), é a cópia mais antiga e completa das Escrituras Hebraicas do mundo.


      O manuscrito serve como texto fundamental para as traduções modernas das Sagradas Escrituras. Atualmente, a obra está na conceituada Biblioteca de São Petersburgo Leningrado, Rússia.


      No momento atual, o Códice de Leningrado, é o mais importante texto Hebraico reproduzido na Rudolf Kittel’s Bíblia Hebraica (BHK), (1937) e na Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS), (1977). Tal texto serve como uma fonte para que os peritos trabalhem na restauração de detalhes nas partes falantes do Codex de Aleppo.


      O escrito bíblico achado no códice, possui a letra-texto hebraica, reunido com vogais (niqqud) tiberianas e sinais de cantilação. Além do mais, possui anotações massoréticas em suas bordas laterais. Encontra-se também vários complementos técnicos que tratam dos detalhes textuais e linguísticos, muitos dos quais acham-se pintados em formulários geométricos.


      O códice é escrito em pergaminho e encadernado em couro. A ordem dos livros no Codex de Leningrado segue a tradição textual Tiberiana (Sefardita), que concilia também a tradição mais antiga de manuscritos bíblicos. A ordem de marcações para os livros difere da maior parte de Bíblias hebraicas impressas para os escritos do Ketuvim judaico.


      O Códice de Leningrado, em circunstâncias completamente primitivas após um milênio, mantém-se bem conservado e em excelentes condições. Fornece também base para a arte judaica medieval. Possui dezesseis páginas que incluem padrões geométricos decorativos que iluminam as passagens do texto.


      Segundo o Colophon (book), o códice foi copiado no Cairo de manuscritos escritos por Aaron ben Moses ben Asher, o mestre. É dito que é um produto do próprio scriptorium Asher; mas, não existem evidências de que Asher o tenha visto. Acreditam que a obra é bem mais fiel do que o tradicional Codex Aleppo.


      The Westminster Leningrad Codex é uma versão digital online, do Códice de Leningrado é sustentado por J. Alan, para pesquisas Bíblicas avançadas no Westminster Theological Seminary.



      • Codex Aleppo (A)


      O Códice de Aleppo é o mais antigo e completo manuscrito da Bíblia Hebraica em conformidade com o Tiberiano Massorá, produzido e editado pelo renomado massoreta Aaron ben Moses ben Asher.


      Datado de 925/930 d.C, cerca de um terço dele contém quase toda a Torá. É considerado o manuscrito original de maior autoridade massoreta, que segundo a tradição familiar, estas Escrituras Hebraicas foram conservadas de geração em geração. Deste modo o Códice de Aleppo é visto como fonte original e a maior autoridade para o texto bíblico e os rituais judaicos. Este provou ter sido o texto mais fiel aos princípios dos Massoretas.


      Ao longo da história o Códice de Aleppo tem sido consultado pelas autoridades rabínicas. Os estudos modernos nos mostram como a mais exata representação dos princípios massoréticos que podem ser encontrados em todo o manuscrito, incluindo pouquíssimos erros entre os milhões dos detalhes ortográficos que compõem o texto massorético.


      Shlomo ben Buya’a foi quem transcreveu as consoantes usadas no Códice na região de Israel, 920. O texto foi vocalizado com pontos consonantais no estilo massorético por Aaron ben Moses ben Asher. Ben Moses foi o último e maior membro proeminente da dinastia do Ben-Asher, que deu forma à versão mais exata da Massorá e, consequentemente, da Bíblia Hebraica.


      O Códice de Aleppo foi o manuscrito utilizado pelo rabino e acadêmico, Maimônides (1135-1204) quando estabeleceu os parâmetros exatos para a escrita dos rolos da Torá, de Hilkhot Sefer Torah (“as Leis dos rolos da Torá”) em sua Mishneh Torah.


      O começo (em quase toda a Torá) e a extremidade do manuscrito faltam, algumas páginas. Visto que o Códice de Aleppo estava incompleto (até 1947) devido a um incêndio criminoso perpetrado à sinagoga de Aleppo, Síria em 1947, sofrendo assim vários danos e, em consequência disso, seu texto começa com a última palavra de Deuteronômio 28. 17 (“e tua amassadeira”) e faltam ainda os seguintes textos: 2 Reis 14. 21 a 18.13; Jeremias 29. 9 a 31. 35 e outros trechos: Amós 8. 13; Miquéias 5. 1; Sofonias 3. 20 a Zacarias 9. 17; Salmos 15. 1 a 25. 1 e 2 Crônicas 35. 7 a 36. 19. Além destes textos também estão perdidos: Cânticos (restaram apenas Cânticos 1. 1 - 3. 11), Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Neemias e Esdras. Contudo, alguns textos sobrevivem através de fotos tiradas no século XIX: Gênesis 26. 34 a 27. 30 e Deuteronômio 4. 38 a 6. 3. O Códice continha um total de 380 fólios, dos quais somente 294 sobrevivem e atualmente está na Biblioteca do Instituto Ben-Zvi em Jerusalém, Israel.


      Além dos códices mencionados acima, há também outros que possuem relevância para os estudos massoréticos como também para a Crítica Textual. Alguns podem ser mencionados: Códice Or 4445 (B); Códice do Cairo dos Profetas (C); Códice Sassoon 507 (S5) (século X); Códice de Michigan (M) (c. 1050); Códice Erfurtense (E3) (c. 1100); Reuchliniano (R) (c. 1100).


      Assim como Deus deu sabedoria a estes homens para preservar a Sua palavra de forma genuína, pura e simples. Sejamos puros e simples diante Dele com nossas intenções.


      “Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.”

       

      Salmos 18. 26 ACF





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